Poemas Esparsos

Cansado de estar planificado no bidimensional das telas, um corpo distorcido, incapaz de ser completo. Um corpo que se encapsula em objetos translúcidos, e faz-se ver através da água, uma possibilidade de expandir o que está espremido, duplicar-se e se…

Poemas Esparsos

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Cansado de estar planificado no bidimensional das telas, um corpo distorcido, incapaz de ser completo. Um corpo que se encapsula em objetos translúcidos, e faz-se ver através da água, uma possibilidade de expandir o que está espremido, duplicar-se e se relacionar de outro modo. O trabalho se utiliza das linguagens da dança e das artes visuais, e reflete uma inquietação sobre as representações do corpo na tela nesse período em que nos apresentamos ao mundo bidimensionalmente, através de lentes de câmeras, webcams, smartphones, computadores. Há sempre uma distorção, uma barreira invisível e invencível, e me vi convidado a friccionar esses limites, provocando outras barreiras, distorções e ângulos que pudessem agora sim revelar meu corpo fragmentado na impossibilidade de sua completude nessa situação de isolamento social por conta do Covid-19, a partir de objetos que ganharam vida num outro cotidiano encontrado dentro de casa. A investigação faz parte das experimentações da pesquisa que desenvolvo no mestrado em Artes da Cena na UFRJ sobre as relações possíveis do corpo e da cena com os aparatos tecnológicos de captura de imagem e as transformações do corpo que se dão nesse processo. Como fazer o corpo caber na tela?

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Concepção, Performance e Edição・Thales Ferreira
Agradecimentos・Lívia Flores, Teresa Bastos, PPGAC-UFRJ
Realização・Fundação Nacional de Artes, Secretaria Especial da Cultura
・Projeto Contemplado pelo Prêmio Funarte RespirArte・

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